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foto: Elenize Dezgeniski
Cena de 15 minutos para Ofélia, com o Teatro de Alvenaria (SP)


15 minutos para Ofélia foi o que o Teatro de Alvenaria, de São Paulo, encapsulou do espetáculo Ofélia em off (São Paulo conferiu uma versão em 2003), originalmente composto por 13 quadros, alguns deles calcados nas cartas que a personagem shakespeareana enviou ao irmão Laertes dando conta dos desalentos.

Na apresentação, ficou a sensação de que tudo estava acelerado, num atropelamento de cucas e vaivéns que prejudicaram sensivelmente a recepção. Apropriar-se da personagem de Hamlet, de Shakespeare, para lê-la à luz da contemporaneidade é desafio digno.

E nota-se que o plano conceitual está bem traçado no roteiro e na direção de Luciana Barone, vide a marcação dos atores, o desenho de luz, os recursos audiovisuais, o ímpeto manifesto de uma Ofélia aqui, outra menos convincente acolá.

No entanto, resultou como se apertássemos a tecla FF para avançar a fita. O universo feminino também saiu prejudicado pela estreiteza com que mira o masculino na maneira apatetada de Hamlet e Polônio, perdidos.

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